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Os países das Américas que negociam a compra de vacinas contra varíola dos macacos, a monkeypox em conjunto, por meio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), poderão receber doses ainda neste ano, mas em pouca quantidade. O Brasil é um dos interessados.

É o que disse Marcos Espinal, diretor da Opas em coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira, 27. Ele ressaltou que a vacina não é a única estratégia de saúde para conter o surto. E que medidas de testagem e vigilância também são de ampla importância. Ele afirmou que houve uma reunião da Opas com todos os ministros de saúde da região.

No encontro, que ocorreu há duas semanas, houve a apresentação de detalhes sobre o acesso à essa vacina (desenvolvida pela dinamarquesa Bavarian Nordic). Ele ainda ressaltou que é preciso cautela, pois há informações limitadas em relação à eficiência deste imunizante em questão.

— São dez países interessados, ao mesmo tempo que outros ainda manifestem seu interesse —afirmou.

Espinal diz que a Opas está em negociações “avançadas” com o desenvolvedor do imunizante. Ainda ressaltou que a monkeypox não se transmite pelo ar, mas pelo contato físico.

— Temos esperança de que teremos vacina ainda este ano, as negociações continuam. (As doses) devem ser limitadas, não em massa, porque há apenas um produtor. Mas vamos tentar assegurar que cheguem neste ano — disse o diretor.

A declaração do diretor da Opas está de acordo com o que afirmou um dos executivos da Bavarian Nordic em entrevista recente ao GLOBO.

— Para os países que chegarem depois, como por exemplo (pode ser o caso do) Brasil, vamos poder oferecer ainda neste ano um pequeno quantitativo para aplacar situações emergenciais e depois garantir que recebam, em primeiro lugar, até o segundo trimestre do ano que vem — afirmou Rolf Sass Sorensen, vice-presidente das relações com investidores da empresa.

 


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