A campanha do candidato à prefeitura de Belo Horizonte, Rogério Correia (PT), e sua vice, Bella Gonçalves (Psol), foi alvo de um ataque de vandalismo, que resultou na destruição de mais de 200 materiais de campanha. Windbanners danificados e quebrados foram encontrados ao longo das avenidas Amazonas e Contorno na manhã de hoje, enquanto a equipe de militância cumpria agenda de campanha. Fotos e vídeos registraram os estragos, revelando o ato de sabotagem à propaganda eleitoral.

A coordenação de campanha de Rogério Correia agiu rapidamente, registrando um boletim de ocorrência e entrando com uma ação no Ministério Público para a devida investigação dos responsáveis. De acordo com o candidato, ainda não é possível apontar com certeza quem cometeu o ato, mas ele sugeriu que pode ter sido motivado por apoiadores de seus adversários. “Embora ainda não saibamos quem foi, isso parece coisa de bolsonaristas desesperados”, comentou.

A coligação BH da Esperança, que reúne partidos como PT, PSOL, PV, PCdoB e REDE, também se manifestou, afirmando que o vandalismo vai além de um ataque a um candidato ou coligação específica, sendo um atentado contra a democracia. “Quando destroem nosso material de campanha, estão atacando o debate democrático e reduzindo a qualidade da disputa eleitoral, que deve ser pautada em ideias e propostas”, afirmou a coligação em nota.

Os atos de vandalismo ocorreram entre os dias 3 e 4 de outubro, às vésperas do primeiro turno das eleições municipais de 2024. A coligação está tomando todas as providências cabíveis para que os fatos sejam investigados e os responsáveis identificados e punidos.

Segundo o Código Eleitoral Brasileiro, destruir ou impedir a propaganda eleitoral constitui crime. O artigo 248 da Lei 4.737/65 deixa claro que é proibido impedir ou alterar meios lícitos de propaganda, e os responsáveis podem enfrentar pena de detenção de até seis meses, além de multa. A coligação apresentou uma notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral, solicitando medidas imediatas para identificar os culpados e garantir que a campanha siga seu curso sem novas interferências.

O episódio é um reflexo preocupante da escalada da violência e do clima polarizado que marca a disputa eleitoral. Além de prejudicar a campanha de Rogério Correia, o vandalismo afeta o processo democrático como um todo, já que atos como esse limitam o direito de livre expressão e dificultam o debate saudável de ideias que é essencial para a escolha informada dos eleitores.

 


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