O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, está elaborando uma nova marca para unificar e dar visibilidade a iniciativas sociais do governo voltadas para empreendedores, jovens e evangélicos. Batizada provisoriamente de Prospera Brasil, a marca deve funcionar, para o terceiro mandato de Lula, de forma semelhante ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em seus governos anteriores, servindo como um “guarda-chuva” para destacar as prioridades da gestão.

Criado pelo marqueteiro João Santana durante a campanha de reeleição de Lula em 2006, o PAC englobava programas de infraestrutura. O programa ainda existe e foi relançado em agosto de 2023 como “Novo PAC” em um evento no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com a presença do presidente e de vários ministros e governadores. No entanto, até o momento, não teve o mesmo impacto político e popular dos mandatos anteriores.

A ausência de uma marca forte para este terceiro governo de Lula foi identificada como um desafio na análise conduzida pelo ministro Sidônio Palmeira, que assumiu a Secom em janeiro com a missão de aprimorar a comunicação governamental. Tanto Lula quanto Sidônio acreditam que a baixa aprovação do governo se deve, em parte, à falta de conhecimento da população sobre as entregas e os programas sociais já implementados.

O conceito do Prospera Brasil busca ampliar a aceitação do governo entre evangélicos, jovens e empreendedores, segmentos historicamente mais resistentes a Lula. O nome “prospera” foi escolhido estratégicamente para se conectar com a teologia da prosperidade, um conceito significativo para o público evangélico.

Ainda está sendo definido quais programas serão vinculados ao Prospera Brasil, mas alguns já estão confirmados. Entre eles, estão o Acredita, que facilita o acesso a linhas de crédito para pequenos empreendedores e beneficiários do Bolsa Família, e o Pé-de-Meia, que cria uma poupança para alunos do ensino médio, com o objetivo de reduzir a evasão escolar e estimular a conclusão dos estudos.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


Avatar

administrator