O mercado financeiro projeta que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzirá a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual na reunião desta semana. Atualmente em 14% ao ano, a taxa passaria para 13,75%, patamar que deverá ser mantido até o encerramento de 2026.
A estimativa consta do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (14) pelo Banco Central. O Copom se reúne na terça-feira (15) e na quarta-feira (16) para avaliar o cenário econômico e definir o novo nível dos juros básicos.
As projeções coletadas pelo Banco Central também indicaram redução da expectativa de inflação para 2026. A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 5% para 4,90%. Há quatro semanas, os analistas consultados esperavam inflação de 5,02% no fim do ano.
A estimativa para o crescimento da economia também foi revisada para baixo. O mercado prevê avanço de 1,89% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. Na semana anterior, a projeção era de 1,93%. Quatro semanas atrás, os analistas calculavam expansão de 1,98%.
Para 2027, o Boletim Focus aponta crescimento de 1,45% da economia brasileira. A expectativa para a inflação do próximo ano está em 4,30%.
No câmbio, as projeções permaneceram estáveis. O mercado espera que o dólar termine 2026 cotado a R$ 5,20. A previsão permanece inalterada há 13 semanas consecutivas, conforme o levantamento divulgado pelo Banco Central.
A Selic é o principal instrumento utilizado pela autoridade monetária para controlar a inflação. Juros mais altos tendem a reduzir o consumo e o crédito, enquanto taxas menores podem estimular a atividade econômica, embora também aumentem os riscos de pressão sobre os preços.
Na reunião de agosto, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, no quarto corte consecutivo. Entre junho de 2025 e março de 2026, a taxa permaneceu em 15% ao ano, maior nível registrado em quase duas décadas.
O ciclo de redução dos juros foi retomado em março, diante da desaceleração da inflação. Entretanto, os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis e dos alimentos dificultam cortes mais intensos. O Copom deverá considerar esses riscos ao definir a taxa e divulgar suas avaliações sobre os próximos passos da política monetária. A decisão será anunciada após a reunião.
Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

