O ministro da Justiça, Flávio Dino, disse que “a democracia venceu” e que o julgamento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que tornou Jair Bolsonaro (PL) inelegível deixa “importantes mensagens”.

O que aconteceu:

Para Dino, a democracia brasileira venceu o que foi “o mais duro teste de estresse das últimas décadas”: “Mentir não é ferramenta legítima para o exercício de uma função pública”, escreveu.

Jair Bolsonaro é o terceiro ex-presidente do Brasil a se tornar inelegível após a redemocratização. É ainda o primeiro condenado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que formou maioria entre os ministros com essa decisão.

O ex-presidente fica inelegível por oito anos e, se não houver recursos favoráveis, só voltará a poder disputar uma eleição em 2030.

Aliados e adversários também reagiram à decisão

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que a decisão do TSE é uma “injustiça” contra “o maior líder popular desde a redemocratização”. Ele também disse acreditar que a punição irá movimentar os eleitores e que isso será “registrado nas eleições de 2024 e 2026″.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) disse que Bolsonaro “fez um passeio completo pelo crime”, com casos “comum, eleitoral e de responsabilidade”: “A maioria do TSE pela inelegibilidade mostra que não é pauta da política, mas da polícia”, escreveu.

A presidente nacional do PT, Gleisis Hoffmann, afirmou que a decisão “tem uma enorme força didática”. Segundo ela, o Tribunal “condenou os métodos da extrema-direita”.

“O tribunal condenou os métodos da extrema-direita, como a disseminação industrial de mentiras, as ameaças à democracia, o uso da máquina pública pra perseguir adversários e prevalecer na disputa eleitoral. A defesa da democracia e o enfrentamento ao fascismo permanecem na ordem do dia”, disse Gleisi Hoffmann.

O ex-candidato à presidência Ciro Gomes afirmou que a justiça foi feita: “Bolsonaro inelegível por império da lei”, escreveu no Twitter.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) disse que a decisão é uma vitória do “sistema”, sem explicar o que quis dizer.

Já o deputado federal Mário Frias (PL-SP) publicou um vídeo questionando “qual foi o crime” de Bolsonaro. Ele disse que terá dificuldade de explicar o caso aos filhos no futuro: “Como vou ensinar para os meus filhos que o crime não compensa?”, pergunta.


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