Em meio à disparada de casos de dengue em Minas Gerais, a identificação de uma nova linhagem do vírus no Brasil requer atenção das autoridades. O paciente é de Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana de Goiânia, no estado de Goiás.  O caso, confirmado pela Fiocruz, é o segundo registro da nova linhagem nas Américas. O primeiro é de 2019, no Peru.

Embora não desperte alerta imediato, segundo especialistas, a nova linhagem reitera a necessidade dos cuidados básicos de proteção. “Tudo indica que este caso é algo mais isolado. Esta é uma variante do vírus tipo 2 da dengue, sendo que o que circula neste momento é o vírus tipo 1”, explica o epidemiologista Geraldo Cunha. “As questões de transmissibilidade, ou letalidade ainda não são muito conhecidas no Brasil sobre a nova linhagem”, justifica.

“Mas as políticas públicas de sempre devem ser mantidas”, continua o especialista, ao pontuar medidas como o cuidado com locais que possam servir de criadouros para o mosquito transmissor da doença.  “A dengue é uma doença que pode matar se não forem tomados os devidos cuidados”.

Quanto ao tratamento, Cunha orienta que um serviço as unidades de saúde sejam procuradas. “Os serviços de saúde hoje já estão capacitados para avaliar se o caso precisa de internação ou não”, pontua.

Em Minas, 46.595 casos prováveis da doença foram notificados este ano. Desse total, 20.086 casos de dengue foram confirmados. Os números correspondem ao último levantamento publicado pela Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), no dia 4/05.

Nove óbitos foram confirmados pela doença nasa cidades de Araguari, Betim, Bom Sucesso, Conselheiro Lafaiete, Espinosa, Itaúna, São Roque de Minas e Urucuia. Até a publicação do Boletim Epidemiológico, 30 óbitos estavam sob investigação pela SES-MG.

“Até o momento, em 2022, nenhum caso da variante foi identificado em Minas Gerais. Com o aparecimento desse novo genótipo em Aparecida de Goiás, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) vai intensificar a vigilância genômica com o objetivo de identificar possíveis alterações na circulação viral encontrada até o momento. Os dados genômicos são sempre reportados para a Vigilância Epidemiológica da SES-MG e Ministério da Saúde para a tomada de ações”, esclarece a SES-MG, por meio de nota.