O governo de Minas Gerais se manifestou nesta segunda-feira sobre vazamentos registrados em duas minas da Vale no município de Congonhas, na região Central do estado. O primeiro episódio ocorreu no domingo, na mina de Fábrica, e o segundo foi identificado na segunda-feira, na mina de Viga. Segundo as autoridades, não houve feridos.
Em comunicado oficial, o governo estadual informou que atua desde domingo na área da mina de Fábrica para atendimento da ocorrência envolvendo uma estrutura localizada na área de atuação da mineradora. A nota relata que foram constatados danos ambientais provocados pelo carreamento de sedimentos e pelo assoreamento de cursos d’água afluentes do Rio Maranhão.
Diante da situação, a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável determinou que a empresa cumpra imediatamente medidas emergenciais. Entre elas estão ações de limpeza das áreas afetadas e o monitoramento contínuo do curso d’água atingido, com relatórios técnicos a serem apresentados aos órgãos ambientais.
O governo também exigiu que a Vale apresente um plano de recuperação ambiental detalhando limpeza das margens, desassoreamento e demais providências necessárias para a recomposição do curso d’água. Além disso, a mineradora será multada por poluição e degradação de recursos hídricos e por não ter comunicado o acidente dentro do prazo legal.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, enviou ofício à Agência Nacional de Mineração cobrando solução imediata para o extravasamento na mina de Viga. No documento, o ministro afirma que pode haver até a interdição da operação, “se preciso for”, para garantir a segurança das comunidades e a proteção ambiental.
O ministro também solicitou a abertura de investigação para apurar responsabilidades pelo vazamento. A pasta já havia se manifestado no domingo, após a primeira ocorrência na mina de Fábrica, reforçando a necessidade de respostas rápidas e medidas preventivas.
Os vazamentos motivaram a criação de uma sala de crise com participação das defesas civis de Congonhas e Ouro Preto, da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e do Ministério Público de Minas Gerais.
Em nota, a Vale informou que os vazamentos “foram contidos”, que ninguém ficou ferido e que comunidades próximas “não foram afetadas”. A empresa declarou ainda que houve apenas vazamento de água com sedimentos e que não ocorreu “carreamento de rejeitos de mineração”.
Apesar das explicações, o governo estadual afirmou que seguirá acompanhando o caso e adotará todas as medidas cabíveis. Segundo a administração mineira, a prioridade é “preservar o meio ambiente”, “assegurar transparência” e “evitar novos episódios” envolvendo atividades minerárias em Minas Gerais atuais.
Foto: Defesa Civil de Congonhas

