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Em apenas dois dias, uma universidade e dois colégios particulares de Belo Horizonte suspenderam as aulas presenciais de algumas turmas após surtos de Covid-19 em alunos. Essa situação acendeu um novo alerta na capital. Especialista defende, inclusive, a volta da obrigatoriedade do uso de máscaras em ambientes fechados, sobretudo durante o período de baixas temperaturas.

Na capital, 2.278 casos da Covid foram confirmados só nos últimos 15 dias. O número ainda é bem menor que o registrado nos picos da pandemia, mas já lança serve de alerta devido ao período de frio intenso.

Ex-integrante do comitê voluntário de enfrentamento à Covid-19 em Belo Horizonte, o médico infectologista Unaí Tupinambás avalia que o uso de máscaras deve ser reforçado, principalmente durante o período de frio, quando doenças respiratórias incidem com maior frequência.

“Eu acho, e a gente já vinha falando isso desde o início de março, que a decisão da Prefeitura de desobrigar o uso de máscara foi precipitada. Justamente porque durante o período do outono/inverno algumas doenças infectocontagiosas, como a Covid-19 e a gripe, tendem a aparecer com mais frequência”, alerta o especialista.

Nessa quarta-feira (18), os colégios Santo Agostinho e Sagrado Coração de Jesus, ambos na região Centro-Sul de BH, informaram que suspenderam as aulas presenciais após mais de um aluno testar positivo para o coronavírus. As atividades seguem em formato on-line.

O protocolo da PBH orienta que, se em uma mesma turma, pelo menos 10% dos estudantes ficarem doentes, é preciso paralisar o ensino presencial por 10 dias corridos, a partir do último caso confirmado.

Também na quarta, a Faculdade de Medicina da UFMG suspendeu as aulas presenciais de três períodos após um surto entre os alunos. Ao todo, 17 dos 1.966 estudantes testaram positivo para a doença na última semana.

De acordo com a UFMG, o protocolo da instituição define pela suspensão das atividades presenciais caso sejam registrados três ou mais casos confirmados em uma mesma turma, no intervalo de uma semana. A instituição afirmou ainda que os universitários estão sendo acompanhados e as aulas seguem no formato remoto.

A universidade também ressaltou que o uso de máscara permanece obrigatório em todos os espaços acadêmicos.

Para o infectologista Unaí Tupinambás, a situação comprova que a pandemia ainda não acabou e que as medidas para inibir o contágio do coronavírus devem ser mantidas. Para o médico, a obrigatoriedade do uso de máscaras deve ser retomado com urgência.

“Eu acredito que é necessário o retorno do uso de máscara em ambiente fechado. Temos visto aumento de casos no Brasil, Estados Unidos e na América Latina, de forma geral. A pandemia ainda não acabou, temos que esperar essa nova onda passar, mantendo o uso de máscara e reforçando a vacinação. A taxa de cobertura vacinal infantil e de terceira dose ainda estão abaixo da média”, afirma o médico.

Já para o infectologista José Geraldo Leite Ribeiro, o momento exige uma alta cobertura vacinal contra a Covid. Ele afirma que o uso de máscaras não deve ser prioridade, mas, sim, o reforço da vacinação em toda a população e, especialmente, em idosos acima de 80 anos.

“Temos aumento na transmissão, mas o número de óbitos e internações segue estável. Os esforços devem ser mantidos na ampliação da vacinação. Preocupação maior são os maiores de 80 anos, a cobertura vacinal e imunológica permanece por menos tempo dentro do organismo”.

Sobre o retorno da obrigatoriedade do uso de máscaras, a Prefeitura de Belo Horizonte afirmou, em nota, que, caso seja necessário e com base em dados epidemiológicos e evidências científicas, medidas serão prontamente adotadas, inclusive com revisão dos protocolos sanitários e retorno da obrigatoriedade das máscaras.

A PBH ressalta que no momento não há indicação de alteração nas medidas implantadas e que mantém o acompanhamento dos casos.

 

 

 


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