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O Novojornal publicou, hoje (04), a matéria: Falta de investimento da Copasa em BH provocará municipalização, Kalil esteve em visita à Ipatinga no Vale do Aço, décima maior população do Estado, com quase 270 mil habitantes, o local é um dos muitos municípios mineiros que decidiram não renovar o contrato com a Copasa. A medida foi anunciada em julho. A estatal era responsável pelo abastecimento de água e pelo saneamento básico do município desde 1974.

Por causa do descontentamento da população e das prefeituras com os serviços prestados pela companhia, nunca houve tanto rompimento de contrato entre o Executivo Municipal e a Copasa como no atual governo de Minas, sobretudo a partir de 2021.

Em função dos prejuízos aos contribuintes com cobranças indevidas de taxas e danos ao meio ambiente, também é alto o número de processos judiciais movidos pelas prefeituras. O problema foi apontado pelo candidato ao governo de Minas pelo PSD Alexandre Kalil em entrevistas a veículos de comunicação do Vale do Aço, região Central e Zona na Mata.

A Copasa está sendo tirada de Ipatinga, está tão ruim que foi tirada de uma cidade importante como é Ipatinga, a 8ª economia de Minas. É hora de Ipatinga avaliar a luz e a escuridão. Avaliar se aceita esse tipo de coisa, se isso é normal, pois não era e está ficando normal o abandono”, disse Kalil. No Vale do Aço, a Prefeitura de Coronel Fabriciano também entrou em conflito com a Copasa por causa da cobrança indevida de taxa de coleta de esgoto.

Outras prefeituras que a partir de janeiro de 2019 anunciaram rompimento de contrato ou acionaram a Copasa judicialmente são: São Sebastião do Paraíso, Araxá, Alpinópolis, Alfenas, Andradas, Extrema, Carmo do Rio Claro, Delfinópolis, Patos de Minas, Pouso Alegre, Varginha e Pouso Alegre (Sul e Sudoeste de Minas); Divinópolis, Nova Serrana e São Sebastião do Oeste (Oeste); Cataguases, Visconde do Rio Branco, Além Paraíba e Ubá (Zona da Mata); Brasilândia de Minas, João Pinheiro e Paracatu (Noroeste); Frutal (Triângulo); Antônio Carlos (Campo das Vertentes); Santana do Paraíso (Vale do Rio Doce); Bom Despacho, Santa Maria de Itabira, Ouro Branco, Congonhas (Central); Betim, Esmeraldas e Contagem (Região Metropolitana de BH); além da capital.

Aprovado em 2020, o Novo Marco Legal de Saneamento prevê que contratos assinados sem licitação entre prefeituras e a Copasa continuariam valendo desde fosse firmado, até 31 de março deste ano, termo de aditivo estipulando que os municípios sejam atendidos com 99% da população com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto até o fim de 2033.

Segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANA), a Copasa não cumpriu a exigência dentro do prazo com 156 municípios mineiros, que ficam livres para anular os contratos com a companhia. Para Kalil, a situação é fruto da omissão do governo do Estado. “Não adianta (o governador) ficar aí com fala mansa. Me digam o que é que foi feito para Ipatinga, Timóteo, para cidades próximas, como Governador Valadares? Não podemos começar a achar que está tudo normal”, questionou.

Alexandre Kalil defende investimentos na Copasa para que a estatal possa executar obras e prestar serviços de qualidade para os mineiros. “Como que a Copasa distribui R$ 1 bilhão de lucro e não investe? Há três anos, ela não investe. Só se fala em privatização, mas o que acontece é a falta de investimento. É essa ânsia de sucatear para vender barato. Temos que trazer essas empresas de volta. Elas são autossuficientes, são rentáveis e já foram exemplo para o país. Não vamos colocar apenas a culpa em contratos, o que precisamos é de autoridade. Vamos recuperar empresas como a Copasa”, destacou.

Pesquisa divulgada recentemente aponta que 59,6% do eleitorado mineiro são contra a venda da Copasa. A Constituição Estadual prevê que a realização de um referendo para que a população confirme ou negue a privatização da estatal.


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