O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança nesta terça-feira, dia doze, o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, iniciativa que pretende ampliar as ações federais de enfrentamento às facções criminosas em todo o país. O lançamento ocorrerá no Palácio do Planalto, em Brasília, com a presença do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.
O programa prevê investimento de R$ 960 milhões ainda em 2026 e surge em meio à tentativa do governo federal de fortalecer a área de segurança pública, tema que deve ganhar destaque na disputa presidencial de outubro.
Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, a proposta foi elaborada após articulações com governos estaduais, especialistas e forças de segurança. O principal objetivo é enfraquecer as bases econômicas, operacionais e sociais das organizações criminosas.
A iniciativa será estruturada em quatro eixos principais. O primeiro, considerado prioritário pelo governo, busca atingir diretamente as finanças das facções criminosas. A intenção é ampliar investigações patrimoniais, bloquear recursos ilícitos e desmontar estruturas utilizadas para lavagem de dinheiro.
Para isso, o governo federal pretende reforçar os serviços de inteligência com aquisição de equipamentos modernos e fortalecimento do Comitê Integrado de Investigação Financeira e Recuperação de Ativos, conhecido como Cifra, órgão que reúne União e estados em ações de combate financeiro ao crime organizado.
Outro eixo do programa prevê melhorias no sistema prisional brasileiro. O governo pretende ampliar investimentos em presídios estaduais, buscando reduzir o controle exercido por facções criminosas dentro das unidades penitenciárias.
A proposta também inclui ações para elevar os índices de elucidação de homicídios no país, além de intensificar o combate ao tráfico ilegal de armas.
Durante viagem recente aos Estados Unidos, Lula afirmou ao presidente Donald Trump que parte significativa das armas apreendidas no Brasil tem origem no território americano. O presidente brasileiro defendeu maior cooperação internacional para combater o contrabando de armamentos.
O ministro Wellington César afirmou que o programa possui estrutura considerada estratégica e capaz de gerar impactos relevantes na redução das atividades criminosas, caso haja integração eficiente entre as forças de segurança pública federais e estaduais.
O governo aposta na iniciativa como uma das principais ações da área de segurança pública neste ano, buscando ampliar a presença do Estado no enfrentamento às organizações criminosas em diferentes regiões do país.
Foto: Ricardo Stuckert / PR

