O ex-juiz Marcelo Bretas, responsável pelos processos da Lava Jato no Rio de Janeiro, prepara seu retorno à cena política como cabo eleitoral nas eleições de 2026. Bretas pretende apoiar candidatos de direita à Presidência e ao governo do Rio.

Em junho, o Conselho Nacional de Justiça o condenou à aposentadoria compulsória por conduta irregular e parcial, tornando-o inelegível por oito anos. Mesmo assim, ele afirma que continuará ativo politicamente. “Há muitas formas de participar da política sem ser candidato. Não posso ser votado, mas posso conseguir muito voto. E vou me posicionar enfaticamente até a eleição”, declarou.

Conhecido por mandar prender figuras como Michel Temer e Sérgio Cabral, Bretas afirma ainda não ter escolhido nomes para apoiar. “Estou procurando candidatos conservadores e de direita”, explicou.

O ex-magistrado reconhece arrependimento por ter aparecido de mãos dadas com o então governador Wilson Witzel em 2019. “Não se sabia de nada contra ele naquele momento. Olhando para o passado, obviamente foi um erro”, admitiu.

Apesar da autocrítica, Bretas defende Jair Bolsonaro e os envolvidos nos atos de 8 de janeiro. “Sou a favor da anistia ao ex-presidente e aos manifestantes”, afirmou.

Enquanto a eleição não chega, ele tenta consolidar uma nova fase profissional. “Estou fazendo consultorias e mentorias para advogados”, contou.

Foto: Custodio Coimbra


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