O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) afirmou nesta sexta-feira (29), durante evento ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, que pessoas em situação de rua precisam ser cuidadas e não tratadas como incômodo a ser removido. A declaração foi uma resposta a discursos que defendem a retirada compulsória de moradores de rua.

“Aquelas pessoas que estão em situação de rua hoje não podem ser guinchadas. Elas não podem ser enxotadas. Elas têm que ser cuidadas. Elas não são, necessariamente, um problema social. O problema social é a desigualdade que existe neste país. E essas pessoas são vítimas”, declarou o senador, reforçando a importância dos programas sociais de amparo aos mais necessitados.

O evento marcou a inauguração de um trecho da avenida Prefeito Newton Cardoso, corredor viário estratégico para Contagem. Além do presidente, participaram a prefeita Marília Campos (PT), ministros e parlamentares. Lula também anunciou a implementação do novo PAC Seleções 2025, voltado para mobilidade urbana e renovação de frota.

Pacheco destacou que não há margem para relativizações quando se trata de proteger os mais vulneráveis e defender os valores democráticos. “Não há dois lados quando se trata de defender a democracia do nosso país. Não há dois lados quando se trata de defender as pessoas pobres do nosso país e não há dois lados quando se defende a soberania do nosso país”, afirmou.

O senador ainda criticou brasileiros que, no exterior, atuam contra os interesses nacionais. “Traidor da pátria é aquele que sai do Brasil para trabalhar contra o Brasil. Essa bandeira do Brasil não é para enxugar suor de fascista”, disse.

Em sua fala, Pacheco ressaltou o peso político e econômico de Minas Gerais e defendeu que o estado não seja reduzido a disputas de redes sociais. “O nosso estado precisa ser defendido e não pode ficar refém do populismo, da demagogia e da lacração em rede social”, salientou.

O parlamentar voltou a abordar a dívida bilionária de Minas Gerais com a União, lembrando que foi autor do projeto Propag, mecanismo que busca viabilizar a renegociação. “Eu sou testemunha, como presidente do Senado e do Congresso Nacional, da boa vontade, da união do governo federal e do presidente Lula, para que a dívida de Minas possa ser efetivamente resolvida através de uma negociação ampla, que envolva a melhoria do bem-estar do povo de Minas Gerais”, declarou.

Ele encerrou destacando a necessidade de valorização dos servidores da segurança pública e mencionou a operação contra facções criminosas no setor de combustíveis como exemplo da atuação que deve ser fortalecida.

 

Fotos: Ricardo Stuckert / PR

 


Avatar

administrator